Notícias e Informativos

Audiência Pública discute a recuperação do Rio Paraopeba e alternativas à atividade minerária

  • Fonte: Assessoria de Comunicação - CMB
  • Publicado em: 13/03/2019
  • Assunto: Rompimento da Barragem

Na noite de 13 de março de 2019, no Plenário da Câmara de Brumadinho, houve Audiência Pública para debater os impactos econômicos e ambientais na região atingida pelo rompimento da Barragem da Vale, bem como buscar alternativas à atividade minerária. Estiveram presentes representantes de ONGs, estudiosos das áreas discutidas, o Presidente da Câmara, Vereador Antônio Sérgio dos Santos Vieira (PV), Vereadores Flávio Miranda (PTC), Alessandra Oliveira (PPS), Hideraldo Santana (PSC), Caio César de Assis Braga (PTB), Maximiliano Maciel Figueiredo (PP), Valcir Carlos Martins (PTC) e o Diretor da Arca Amaserra, Senhor Breno Carone.

O Diretor da Arca Amaserra falou da importância de se buscar novas formas de receita para o Município de Brumadinho: “Hoje o pessoal do Sebrae e do Iclei está aqui para discutir isso. O dinheiro que vem do CFEM (que é o que as mineradoras pagam aos municípios minerados) é justamente para isso: você pensar pós-mineração”. 
Já a Professora da UFMG, Senhora Maria Rita, falou do trabalho de recuperação ambiental desenvolvido em Mariana: “Temos uma experiência positiva em Mariana na recuperação das áreas atingidas pelo rejeito. Em cima do rejeito nós implantamos uma floresta. Estamos caminhando agora para recuperação da área agrícola”. Maria Rita afirmou ainda que deseja trazer o mesmo projetos e a mesma metodologia de trabalho para Brumadinho, porém afirma que um diagnóstico, para ter qualidade, demora de 6 a 8 meses para ser concluído. 

A situação de contaminação do Rio Paraopeba é uma das mais preocupantes na tragédia ambiental, tendo em vista o resultado da expedição da Fundação SOS Mata Atlântica. Após analisada uma área do Rio Paraopeba, com coleta de água em 22 pontos, a referida fundação constatou que o rejeito contaminado que desceu em decorrência do rompimento da Barragem da Vale afetou, no mínimo, 305 km do Rio Paraopeba. “Todos, sem exceção querem que a impunidade, como no Rio Doce, não impere. Juntos podemos combater crimes como esses e recuperar a bacia. É momento de fortalecer instituições de fiscalização e controle, dar apoio às vítimas e condições à população da bacia do Rio Paraopeba, de governança, na tomada de decisão e principalmente nas medidas de ressarcimento de prejuízos materiais, imateriais e ambientais”, destaca Marcelo Naufal, advogado e consultor da SOS Mata Atlântica para questões hídricas, na página oficial da fundação na Internet.