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Câmara cria CPI para averiguar impactos das obras da nova adutora de água da Vale e Copasa em Brumadinho

  • Fonte: ASCOM - CMB
  • Publicado em: 30/09/2021
  • Assunto: Atividades das Comissões

 

Na última segunda-feira, 27 de setembro de 2021, os treze vereadores de Brumadinho assinaram e protocolaram requerimento para criação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para averiguar os impactos, direitos violados e desdobramentos das obras de captação de água do Rio Paraopeba. A criação da adutora de água teve início após a tragédia/crime do rompimento da barragem da Mineradora Vale em Brumadinho, ocorrido em 25 de janeiro de 2019. A construção é uma das medidas emergenciais que a mineradora está obrigada, judicialmente, a realizar no Município.

 

Na justificativa do pedido de abertura de CPI, os vereadores falam sobre os impactos da tragédia/crime da Vale em Brumadinho, com ênfase no carreamento de material tóxico para o Rio Paraopeba, interrompendo a captação de água pela Copasa, impactando no volume de água para abastecimento da capital mineira, bem como da região metropolitana de Minas Gerais. Em decorrência disto, a Vale sem comprometeu a construir uma nova captação de água no Rio Paraopeba, instalada a 12 km acima da atual, obra esta que está sendo realizada em conjunto com a Copasa.

 

O novo sistema fica localizado na comunidade de Ponte das Almorreimas e é composto por 13,4 km de redes adutoras e 06 conjuntos de motobombas para levar água até a estação de tratamento de água em Conceição de Itaguá (Sistema Rio Manso). Conta ainda com nova rede de energia elétrica de alta tensão que está sendo feita pela Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG).

 

Todo esse processo de implantação da nova adutora de água vem causando inúmeros danos aos moradores da comunidade de Ponte das Almorreimas e, conforme relato dos moradores, não houve consulta nem informações sobre os impactos das obras. Dentre os impactos estão: grande circulação de carros e caminhões, acúmulo de poeira, barulho, risco de rompimento no sistema de captação, acidentes relacionados à transmissão de energia, desvalorização e invasão dos terrenos. Argumentam os vereadores que “a comunidade entende que a referida obra é necessária, levando em consideração a defesa dos interesses coletivos relativos ao abastecimento de água. Porém, tais medidas reparadores não podem ser feitas de modo a contrariar direitos fundamentais de indivíduos de forma abrupta e sem diálogo e qualquer transparência das empresas envolvidas.”

 

A CPI ficou composta pelos Vereadores Guilherme Augusto Braga Morais (PV), Maximiliano Franklin Maciel Figueiredo (MDB) e Vanilson dos Santos Porfírio (Cidadania), como titulares; e como suplente o Vereador Gabriel Augusto Viotti Parreiras (PTB). A Comissão terá o prazo de 120 dias para desenvolvimento e finalização dos trabalhos, contados a partir do dia 30 de setembro de 2021.